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Festival da Canção de Elói Mendes
Festival de Música Sertaneja Raiz de Elói Mendes

 

 

 
PREGÃO Nº 00029/2017
Data Limite: 05/05/2017
Tipo: 05/05/2017
PREGÃO Nº00028/2017
Data Limite: 04/05/2017
Tipo: 04/05/2017
TOMADA DE PREÇO Nº 005/2017
Data Limite: 10/05/2017
Tipo: 10/05/2017
 
  História

Histórico da cidade

Às margens do Ribeirão Mutuca existia um povoado com o mesmo nome desde fins do século XVIII, bem localizado numa colina do Vale do Rio Verde. Alguns desbravadores chegaram às margens de um ribeirão. O clima da região e sua vegetação, com campos e terras férteis, eram muito agradáveis e propiciaram logo a concentração de pessoas. Mas o local tinha um inconveniente: era infestado por nuvens de mosquitos hematófagos chamados Mutuca. Por conta disso, o ribeirão e as terras às suas margens, passaram a ser chamados de Mutuca, sendo seuprimeiro morador e fundador José Gonçalves de Souza, que era natural de São João Del Rey, filho de Sebastião Gonçalves Pombeiro e de Joana de Souza. Foi casado com Inácia Maria Ramos, natural de Taubaté, filha de João Vás Cardoso e de Isabel de Souza.

Os Rios Verde e Sapucaí foram descobertos pelos Bandeirantes no século XVII. Nas margens foram se instalando núcleos de povoamentos que, se aproveitando dos diversos afluentes dos rios mais importantes da região, foram se infiltrando cada vez mais para o interior, entre montanhas do sul de Minas.

As terras adjacentes começaram a ser ocupadas e exploradas, formando-se vários povoados, todos pertencentes hoje ao município de Elói Mendes, entre os primeiros podemos citar: Salto grande (1793), Barreto (1794), Cubatão (1794), Fortaleza (1794), São Domingos (1797), Estiva (1799), Cafundó (1817), Cachoeira (1818) e muitos outros.



Origem do Povoado

Entre muitas pessoas que se deslocaram para a região, veio o casal Domingos Rodrigues Coimbra e dona Francisca do Espírito Santo.

Próximo ao Ribeirão da Mutuca foi, um dia, levantada a Fazenda do Morro Preto, de propriedade deste casal casal, procedentes de Jacareí, no extremo do Estado. De Jacareí, aliás, vieram outros casais para Mutuca e todos dedicaram à agricultura. Dona Francisca do Espírito Santo ficou viúva com quatro filhos. Logo depois da morte do marido, a viúva católica muito devota, fez erguer em sua Fazenda uma capela, porque as igrejas eram extremamente distantes, por volta de 1800, e que foi dedicada ao Divino Espírito Santo. (No adro desse templo foi também ela sepultada, no ano de 1813). A mencionada Fazenda era distante da atual localidade cerca de seis quilômetros. Foi D. Frei Cipriano de S. José, Bispo de Mariana, quem permitiu a ereção da Capela. Estando S. Exa. em visita Pastoral em Campanha, corria o mês de agosto de 1800, houve por bem despachar a competente provisão. E os moradores dispuseram-se em levantá-la o quanto antes. Campanha, em cuja jurisdição estavam essas terras, era de difícil acesso para aquela época e a freguesia do Espírito Santo das Catanduvas (Varginha) igualmente.

“Quando se incrementou o povoado do nosso sertão, sobretudo na metade do século XVIII, os sesmeiros, com suas famílias, em pleno deserto” como costumavam dizer, em seus documentos, sentiam a necessidade de assistência espiritual. Surgiam, assim, as ermidas, a capela, a aplicação. O fazendeiro, às vezes construía uma ermida em sua fazenda. A ermida era umas capelas particulares, cuja licença deveria ser renovada periodicamente, junto ao Bispo. Já a capela era pública, e para sua construção, deveria ser requerida licença ao bispo, que exigia, antes de a conceder, doação de um patrimônio (Waldemar de Almeida Barbosa. Dicionário da terra e da gente de minas, publicação do arquivo público mineiro, edição de a 985, pág. 23).

Assim, em 1807, com a autorização da paróquia de Campanha, começou a ser construída a capela do Divino Espírito Santo, onde hoje se encontra a Igreja Matriz de Elói Mendes. Mesmo antes do término das obras, em volta da capela, eram sepultados os mortos do pequeno arraial da Mutuca, que ia formando-se nesta colina. Monsenhor Lefort conta que em 1792, foi enterrado em Campanha um morador da Mutuca.

Com as terras do patrimônio doadas pelos fazendeiros tenente João Batista Coelho e Joaquim Marques Padilha, o povoado começa a se desenvolver. Em setembro de 1828, foi o arraial elevado a Distrito de Paz, subordinado a Varginha.

A boa qualidade da terra atrai moradores, sendo o Distrito de Paz  elevado à Paróquia a 01 de junho de 1850, pelo art. 1 da lei nº 471, e à freguesia, unida ao termo de Campanha, pela lei nº 769 de 02 de maio de 1856, sendo a Paróquia desmembrada de Varginha, (só a Paróquia Canônica) com o nome de Espírito Santo da Mutuca. Tendo como primeiro vigário o Padre Luiz da Costa Pereira, a pequena capela foi se ampliando e já distinguia pelo ano de 1870, duas tímidas torres entre as indecisas ruas do povoado. O arraial passa a ser um amontoado de casas em torno e nas proximidades da Capela formando assim o largo.



Primeiros Embates

A localidade progrediu bastante sob a liderança dos irmãos Capitão Joaquim Eloy Mendes, mais tarde Barão de Varginha e João Pedro Mendes, sendo construída nessa época, a primeira Escola de Instrução Pública – Decreto nº 2.487 de 30/03/1909-MG e feito vários melhoramentos.

Em 22 Setembro de 1890 pelo decreto nº 194 eleva a Paróquia Administrativa a Distrito com o nome de Espírito Santo do Pontal, e em 14 de Setembro de 1891, a Lei Estadual nº 2, confirmou, a criação do Distrito, passando em 30 de Agosto de 1911, pela Lei nº 556, emancipando o Município com o nome de Elói Mendes, (homenageando dessa forma, o Barão de Varginha, Joaquim Elóy Mendes), e sendo seu território desmembrado do Município de Varginha. A festa da emancipação ocorreu no dia 1º de Junho de 1912.



Barão da Varginha - Joaquim Eloy Mendes

Joaquim Eloy Mendes, o barão da Varginha, nasceu em 24 de junho de 1826, em Espírito Santo da Mutuca (hoje Elói Mendes) e faleceu em 28 de Setembro de 1913, na mesma freguesia. Ele era filho de João José Mendes e de D. Bárbara Maria Rangel. Casou-se em segundas núpcias com Dona Mariana Bárbara da Conceição, e só veio a receber o título de “Barão de Varginha” em 27 de junho de 1888, pelo Imperador D. Pedro II, às portas da República.

Capitalista e fazendeiro de grande habilidade política, promoveu o progresso já no término da monarquia e a menos de um mês da feitura do inventário da Baronesa. Quando ele se casou com a baronesa, não tinha terras por aqui. Comprou 120 alqueires, fez-se rico chegando a possuir praticamente a metade das terras que hoje compõem o Município de Elói Mendes.

O recebimento do título nobiliárquico pelo Barão de Varginha foi amplamente noticiado pelo jornal Monitor Sul Mineiro. E para comemorar, o Sr. Joaquim Baptista de Melo organizou uma festa com duração de três dias.

Em 1909, juntamente com seu irmão João Pedro Mendes, construiu a 1ª Escola Pública. Em 1911, dois anos antes de sua morte, assistiria a emancipação Político-Administrativa e a definição das terras do município que recebeu o nome de Elói Mendes em sua homenagem. O Barão não teve descendentes legítimos. Consta que teria deixado seus bens para seu filho adotivo Joaquim Baptista de Melo, que foi posteriormente senador da República. “Era membro destacado do Partido Conservador, Major Comandante do Décimo Segundo Esquadrão da Cavalaria Nacional, nos municípios de Campanha e Itajubá. Foi Juiz de Paz durante 24 anos e voz corrente que ele teria sido um dos líderes do movimento de emancipação do distrito, então pertencente à Varginha, para que fosse a categoria de cidade”. (Fonte: Livro “Elói Mendes” sua memória, sua gente… do professor Glauco Biaggini).



O Brasão Municipal

O Brasão Municipal Eloiense, configurado em trabalho de ciência e arte, é de autoria do Exmo. Sr. Professor Dr. Paulo Braga Menezes, consagrado escritor, sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Professor de Heráldica do Arquivo Nacional do Ministério da Justiça. O desenho é do artista chileno José Joaquim Aguilera e Silva, residente no Rio de Janeiro. O Brasão que centraliza a Bandeira de Elói Mendes, representa fielmente a história do Município. É constituído de um escudo na forma clássica portuguesa, lembrando a raça colonizadora, a principal formadora de nossa nacionalidade. O Brasão é assim formado:

- Montanhas, que são características do município, em ouro num campo azul celeste;

- Uma Mutuca ao centro, em evocação ao primeiro nome dado ao povoado;

- O Símbolo do Espírito Santo, em prata, irradiando em ouro os seus sete dons: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor a Deus, lembrando o padroeiro da cidade desde os primórdios de sua fundação;

- Ao lado da figura do Espírito Santo, as letras Alfa e Ômega, do alfabeto grego, significando Deus – princípio e fim de todas as coisas;

- Abaixo, os dois rios que banham o município: Verde e Sapucaí, encontrando-se e formando a ponta em evocação ao segundo nome dado ao distrito: Pontal;

- O Escudo é encimado por uma coroa mural com três torres aparentes, representação universal da cidade-comarca e suportada à direita por um cavalo branco com um ramo verde de café com frutas vermelhas e, à esquerda, por um ramo de cana-de-açúcar, representando a riqueza da agropecuária, base da economia do município. Num listel de prata, a inscrição com letras vermelhas das primeiras datas de sua evolução histórica:

1792 – Primeira notícia da existência do povoado do Espírito Santo da Mutuca.
1856 – Criação da Paróquia.
1890 – Mudança de nome para Espírito Santo do Pontal.
1911 – Emancipação política administrativa e mudança do topônimo para Elói Mendes.

O Brasão, criado pela Lei Municipal nº 1046 de 30 de Novembro de 1972, pelo então prefeito da época, Sr. José Machado Mendes, chefe do Executivo Municipal, sancionou a Lei de sua iniciativa, criando oficialmente, a imutável “Simbologia Heráldica Iconográfica da História do Município de Elói Mendes”, aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal de Vereadores – representação popular eloiense -, de acordo com o Art. 1º § 3º da Constituição Federal, e o patrocínio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, presidido pelo escritor, historiador, professor, reitor da Universidade do Brasil e membro da Academia Brasileira de Letras, Dr. Pedro Calmon. Idealizador e co-autor Joaquim Machado Mendes, Ten. Coronel, membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico da Campanha e Sócio Honorário do Rotary Club de Elói Mendes, sua terra natal.



 


 
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